Visitas

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O MESTRE DO ARABESCO E DO GRATESCO: 200 anos de Edgar Allan Poe

No ano de 2009, amantes de histórias que combinam elaboração formal e uma atmosfera de mistério e suspense celebram o bicentenário de vida daquele que é considerado "o pai do conto moderno", Edagar Allan Poe.
Nascido em 1809, em Boston, Poe possui uma biografia que, bem ao estilo dos poetas malditos, combina tragédias, vícios e genialidade. Filho de atores ambulantes, Poe fica órfão aos três anos de idade, passando a viver sob os cuidados de um tutor, o próspero comerciante de Richmond, John Allan, de quem adotou o sobrenome Allan.
Durante a infância, o poeta recebe uma educação consistente, ingressando na Universidade de Virgínia, aos dezoito anos. No entanto, devido ao envolvimento com o álcool e com o jogo, E. A. Poe abandona a vida universitária, tentando, posteriormente ingressar na Academia Militar, da qual é expulso por indisciplina.
Dividindo-se entre trabalhos como editor de revistas e a vida errática de alcoólatra e jogador compulsivo, Edgar Allan Poe publicou narrativas, poemas e ensaios, que lhe renderam o póstumo reconhecimento. Entre seus principais trabalhos, destacam-se os famosos "Contos do Grotesco e do Arabesco", "As aventuras de Arthur Gordom Pym", o ensasio "A filosofia da composição", no qual Poe explicita o processo de elaboração de seu mais célebre poema "O corvo".
Assim, mais de 150 anos após a sua morte, o mestre das narrativas de terror e suspense conserva o seu frescor e sua relevância como autor de uma obra original, cujas ressonâncias fazem-se sentir em muitos contornos assumidos pela escrita moderna.
Diante disso, eu gostaria de apresentar em um tom, que pretendo não-didático nem academicista, apresentar algumas facetas assumidas por Poe em sua obra, destacando a sua produção como crítico e pensador de Literatura e como "criador" do gênero conto na modernidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário